Amor

Eu sabia que ele sorria do outro lado da linha só pelo seu tom de voz, que mudará segundos antes ao tocar no assunto lembrado.
Não sabia o que ouviria a seguir, mas me protegia para que nada me afetasse, já que tudo que vinha dele era inesperado.
– Lembra aquele dia que a gente deitou na cama e ficou conversando por horas? Até você dizer que estava com sono e nós decidirmos dormir? Naquele momento você era você. Lembra do filme que assistimos? Você se agarrava em mim com medo, e mesmo nas horas que o susto tinha passado, eu continua sendo teu protetor? Naquele momento era você. Lembra quando descemos pra conversar e falamos sobre coisas que nunca tínhamos citado? Tanto por medo, quanto por falta de atenção do outro, ou até por falta de oportunidade? Então, naquele momento era você. Mas era você de verdade, sem as magoas que você sente de mim, sem a tristeza nos olhos, sem a cabeça baixa e o que mais de ruim tiver. Naquele momento você conseguia ser aquela pessoa que eu me apaixonei, e eu via amor nos teus olhos, eu via felicidade nos teus atos. Se eu pudesse fazer algo pra ver isso sempre, e pra poder apagar toda a triste, magoa e lembranças ruins de nós.. Eu faria. Só pra ver aquele brilho nos teus olhos novamente.

E naquele momento eu percebi que não adiantaria me proteger, pois ele sempre apontaria pro alvo e acertaria no lugar certo. Ele conseguia quebrar as barreiras e me quebrar junto.

– Com amor, Ariane Moura.

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