Vida

Sobre a droga da Expectativa

Todos querem se tornar pessoas melhores ou no mínimo viverem de uma forma melhor, existem alguns tópicos básicos pra se conseguir isso, mas pena que não são fáceis de se conseguir cumprir.
Um que sempre ouvi em momentos de frustração e/ou tristeza, é: Não crie expectativas.
Não criar expectativas é basicamente não ficar esperando algo que talvez não aconteça, baseando-se em probabilidades ou na possível efetivação do que se quer.
Mas, quem nessa vida consegue não criar expectativas quando quer muito que algo aconteça? 
Alguns podem pensar: “poxa, qual o problema de criar expectativa ?”.
Eu consigo em cinco minutos fazer uma lista com três páginas dos problemas que isso pode causar, e não estou brincando. 
O problema não é apenas criar expectativa, pois se a mesma for saciada pelo desejo feito, não existirá problema. O problema ocorre mesmo, quando a expectativa é quebrada, estilhaçada e pisada. 
Quando tudo o que você imaginou e quis, aconteceu ao contrário ou não aconteceu. 
Perdi as contas de quantas vezes passei por essas frustrações. 
Quando isso não dá certo, você fica triste, chateada, descrente em todo o resto, descrente no que esperar da próxima vez ou se deve esperar. 
Quando sua expectativa é quebrada muitas vezes, você simplesmente para de acreditar na pessoa ou na coisa da qual quebrou o que você acreditava. 
E ai vem o problema. Pois o lado bom da expectativa é saber que você ama tanto aquilo ou aquela pessoa, que espera o melhor dela. 
Quando você para de criar expectativa, quer dizer que você não acredita mais nas coisas que ela possa fazer de bom.
Você não acredita mais em nada. Não espera mais nada.
Querer muito algo pode te salvar, da mesma forma que pode quebrar cada parte de você, até não restar mais nada.
O certo seria não esperar, e se acontecesse algo bom ou com uma proporção valida, a felicidade aparecesse. 
Mas quem disse que o coração sabe o que é certo?

Com muito amor, Ariane Moura.

Um comentário em “Sobre a droga da Expectativa

  1. Degradantes são aqueles que não ouvem o som da música tocar
    Aqueles que não veem as lágrimas correrem
    esvaecerem-se ao chão.
    Sujeitos a ter os olhos fechados diante a prepotência do orgulho.
    Os ouvidos obstruídos perante o poder. Ou a falta do poder do que se mostra o que pode.
    O que pode?
    Eu não sei. Talvez nunca saiba, mas meus devaneios.
    Minhas madrugadas inteiras pensando sobre o que sinto.
    Sobre o que já senti.
    Talvez me preencha apenas com certos olhares e toques.
    Talvez, talvez …
    Talvez eu já não saiba o que estou dizendo.
    Às expectativas: A vida não teria graça sem elas.
    Descobrimos isso quando algo as supera.
    Acontece … sim, e é bom.
    Só não tenha pressa.
    Realmente. Olhe para os olhos de quem chora.
    Ouça a música tocar, sinta, toque.
    A surpresa nos fascina.

    — Bluesfeel 🙂

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