Amor

Ele me olhava e usava aquele sorriso tão frouxo quanto seu coração para me atingir, e ele sempre conseguia acertar no centro do alvo.
Com ele tudo era leve, fácil e tranquilo. Ele sorria, contava uma das suas histórias de comédia, e me fazia rir igual uma criança. Nós ficávamos nesse circulo vicioso por horas, até os rostos doerem de tanto rir e os olhos brilharem mais que uma constelação toda.
Algumas pessoas passavam olhando e eu podia ver o sorriso das mesmas ao olharem nós juntos, mas eu não me importava com elas, pois a aprovação alheia não era importante pra mim, o que eu classificava como importante estava comigo, bem do meu lado.
Ele chegava mais perto, e eu podia sentir sua respiração nas minhas bochechas, nós falávamos algo aleatório só pra disfarçar o constrangimento, mas o final era sempre o mesmo.
A gente sorria com os olhos, ele colocava uma das mãos em mim e eu podia sentir o calor indo de fora pra dentro, podia sentir as barreiras dentro de nós caindo, se desmoronando, chegávamos mais perto até as respirações se sincronizarem e serem quase uma só, até que os lábios se tocavam e tudo em volta se tornará um túnel preto e silencioso.
Pra quem lê e sente o mesmo, acha que isso aconteceu uma vez. E se eu dissesse que essa paz e essas sensações eram todas as vezes que nos encontrávamos? Você vai dizer que era amor? Porque se não fosse, eu classificaria como algo maior.
Ou talvez isso não seja feito para ser classificado, talvez isso seja sentido só por nós, e é isso que importa.

Com amor, Ariane Moura.

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