Vida

As coisas não são como parecem ser.

Provavelmente vocês já ouviram as frases: “Você só conhece alguém de verdade, quando conhece seu coração” ou então, “Não julgar um livro pela capa”. Baseando-me nisso, poderia livremente dizer que o contexto dessas frases podem se encaixar em todas as situações existentes no cotidiano.

Há algum tempo eu venho observando que as pessoas tem o costume de julgar coisas, positivamente ou negativamente, pela primeira impressão que tenham. Passei então a pensar que eu poderia sim julgar algo espontaneamente pela capa, mas a partir dai seria obrigação minha conhecer aquela coisa para confirmar ou negar minhas especulações anteriores.
Descobri de diversas formas que as frases citadas, realmente fazem sentido e devem ser seguidas, já que, infelizmente, nós nunca conheceremos algo completamente até conhecer suas partes mais profundas e escondidas. Descobri assim que nós sempre estamos errados ou apenas parcialmente certos sobre nossas especulações.
Um bom exemplo disso é imaginar alguém observando um casal enquanto se relacionam. Provavelmente a pessoa pensará que eles fazem um bom par, que gostaria de ter um namorado/a ou que aquilo é fantasioso. De milhares de coisas que ela poderia pensar sobre aquele cena, provavelmente estará errada sobre todos os pensamentos obtidos. Você não sabe nada sobre aquele casal. Ou sobre seus problemas e soluções; meses ou anos de relação; e muito menos sobre a convivência boa ou ruim deles. É ai que você pode perceber que já está julgando um livro pela capa.
Sinto dizer, mas eu nunca gostei de ser aquela que julgava algo pela capa e nunca gostei de ser julgada pela minha. O que me interessava mesmo eram as descobertas, querer saber sobre as pessoas, situações, histórias ou momentos que elas passavam. E assim, de alguma maneira, fazer parte da vida dela, conhecendo seus interesses e hobbies, pois todos possuem uma história para contar e um problema para solucionar.
Quando você passar a conviver com coisas que antes eram só julgamentos, você poderá tirar bons proveitos disso, ganhará novas experiências e viverá coisas que nunca imaginaria.

Quando o mundo parar de ser aquele que julga, que aponta e debocha e passar a ser um mundo que estende a mão, que ouve, que procura saber o porquê de todas as razões e passar a ter amor em cada ação, não precisaremos mais de remédios e talvez nem de psicólogos. As pessoas só precisam apenas ser vistas, ouvidas e amadas.
Ariane Moura

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