Amor · Relacionamentos

Quase-amor

Vivemos um quase relacionamento, sentindo uma quase felicidade.

Menos de fim-de-semana quando você saia com seus amigos e tirava a aliança, ou quando discutíamos sem resolver no final.

Vivemos uma quase vida juntos, com nossas quase famílias felizes.

Menos quando éramos individualistas e não pensávamos no bem do outro ou quando nossa família interferia negativamente.

Vivemos um quase sonho, como tivemos uma quase determinação.

Porque depois de um tempo nossos sonhos se dissiparam e a determinação quase não chegou a existir.

Como você pode perceber, fomos um quase amor.

Mas meu bem, eu nunca quis ser “quase” nada. Eu queria ser tudo, dentro desse corpo pequeno que me carrega.

Eu queria ser aquele amor avassalador que me pega no colo e me faz perceber que o medo é insignificante perto da coragem que eu sinto em amar.

Queria que fôssemos amor, que fôssemos felizes, com nossas família felizes, nossos sonhos concretos visando nossa vida em conjunto.

Mas nós chegamos tão perto, permanecendo tão longe, que hoje entendo porque acabou.

Acabou porque eu não sei sentir um quase amor, não sei viver um quase amor.

Ou eu sinto tudo, ou não sinto nada.

E entre nós dois, prevaleceu o nada.

Ariane Moura

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